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Distúrbio do sono e sua relação com a obesidade

Não há dúvidas que um sono de boa qualidade está entre os principais pilares de uma vida saudável.

Nas últimas décadas vários estudos demonstraram que pessoas que dormem pouco ou com má qualidade aumentam o risco de doenças como diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares depressão e obesidade.

Um artigo publicado pelo Departamento de Distúrbios do Sono da Brigham & Women's Hospital, em Boston, na revista Curr Opin Endocrinol Diabetes Obesity, em 2014, concluiu que dormir mal e pouco aumenta o risco de obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares devido há alguns fatores:

 

  •  aumento da resistência insulina, predispondo a diabetes e aumento da gordura;
  •  aumento da produção do hormônio ghrelina (hormônio este que aumenta a fome e vontade de comer carboidratos);
  • diminuição e resistência do hormônio da leptina (hormônio que inibe a fome e ajuda emagrecer);
  • alteração do sistema nervoso autônomo (aumento da pressão arterial e risco cardiovascular;
  • diminuição do nível de energia e atividade física (predispondo ao sedentarismo e obesidade);

 

 

Dados de estudos epidemiológicos mostraram que pessoas que dormem menos de 6-7 horas por noite são mais obesas comparadas àquelas que conseguem dormir mais de 7-8 horas por noite. Também foi achado uma correlação importante com diabetes naqueles que dormiam 5 horas ou menos.

 

Pesquisas realizadas em laboratórios também identificaram que a privação do sono, mesmo que por poucos dias, já pode alterar hormônios importantes para saúde e levando ao desequilíbrio metabólico.

 

Uma pesquisa publicada pela Universidade de Chicago no American Journal of Physiological Society demostrou que a privação do sono alterou significativamente a secreção do hormônio do crescimento (HGH), hormônio este com propriedades lipolíticas e anabólicas muscular. Não somente o HGH, mas outros hormônios anabólicos como a testosterona podem sofrer alterações negativamente, como também o incremento de hormônios catabólicos (cortisol e adrenalina), sendo mais um fator no aumento da gordura. 

 

 

 

 

Os benzodiazepínicos (clonazepam, alprazolam, diazepam e similares) são calmantes, muito utilizados para distúrbio do sono, estão entre os remédios mais prescritos da atualidade. Estima-se que 18% da população alemã e 15% da canadense maiores de 65 anos utilizam esses remédios cronicamente, e um terço dos chineses que sofrem de insônia também usam estes remédios.

 

Apesar de muito utilizados, várias pesquisas recentes mostraram que a utilização destes remédios a longo prazo não é uma boa opção para tratamentos de insônia.

 

Uma meta análise (análise de vários estudos) publicada da Plos One pela Medical University, Chongqing, China, demostrou que utilização destes calmantes (benzodiazepínicos) cronicamente aumenta o risco de demência como o Alzheimer, além de maior risco de acidentes, queda e fratura do quadril.

 
 

 

Existem várias opções possíveis de tratamento para sono, entre eles estão:

- Remédios

- Hormônios

- Suplementos nutricionais

- Fitoterápicos calmantes  

- Medidas de higiene do sono

- acupuntura, Terapia neural

- Neuromodulação cerebral (clique aqui e saiba mais sobre a Neuromodulação)

 

1) Curr Opin Endocrinol Diabetes Obes. 2014 August ; 21(4): 293–298. doi:10.1097/MED.

2) Taheri S. The link between short sleep duration and obesity: we should recommend more sleep to prevent obesity. Arch Dis Child. 2006; 91(11):881–4. [PubMed: 17056861]

3) Am J Physiol Regulatory Integrative Comp Physiol 279: R874–R883, 2000.

4) Zhong G, Wang Y, Zhang Y, Zhao Y (2015) Association between Benzodiazepine Use and Dementia: A Meta-Analysis. PLoS ONE 10(5): e0127836. doi:10.1371/journal.pone.0127836

 

Autor: Dr. Leonardo Higashi - endocrinologista e nutrólogo da Clínica Higashi ( tel: 43-33238744 ou 21-34398999).