• Rio de Janeiro/RJ: (21) 3439-8999
  • Londrina/PR: (43) 3323-8744
Compartilhe:

Quando usar o hormônio testosterona na mulher ?

A testosterona é um hormônio esteróide (formado a partir do colesterol) produzido em maior quantidade no homem, razão pela qual se explicam características típicas dos homens, como maior massa muscular, desejo sexual elevado, grande quantidade de pelos no corpo e voz grossa. Mas, ao contrário do que muita gente pensa, ela também está presente nas mulheres, ainda que em menores quantidades.

 

Mulheres jovens saudáveis produzem cerca de 250 mcg de testosterona por dia, dos quais cerca de metade é derivado dos ovários e metade das glândulas supra-renais.

 

Nas mulheres esse hormônio tende a decrescer de forma lenta e progressiva a partir dos 40 anos em diante. O declínio deste hormônio pode gerar um estado de deficiência que pode se manifestar da seguinte forma: diminuição da função sexual, falta de energia e de disposição para atividades regulares cotidianas, perda de massa magra, ganho de gordura  e perda de massa óssea.

 

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a diminuição ou a ausência de libido, seja na idade jovem ou em idade mais avançada, não deve ser taxada como algo  natural, é imprescindível que toda mulher que apresente  falta  de desejo sexual faça uma investigação hormonal (exames médicos), a fim de averiguar se seu nível de testosterona está adequado para o seu organismo.

 

Hormonio na mulher.png

 

Na lista abaixo relacionaremos uma das principais causas da diminuição do hormônio testosterona:

  • Anorexia nervosa;
  • Artrite reumatóide;
  • Excesso de estresse, pois o cortisol (hormônio do estresse) bloqueia a testosterona;
  • Falência ovariana prematura
  • Insuficiência adrenal
  • Insuficiência parcial dos ovários em produzir testosterona
  • Lupus eritematoso sistêmico
  • Menopausa
  • Retirada dos ovários - ooforectomia (cirúrgica, química, pós-radioterapia)
  • Uso de determinados medicamentos como: anti-depressivos, estatinas para abaixar o colesterol, estrogênios, anti-androgênios e glicocorticoides, anticoncepcionais hormonais.
  • Xenoestrógenos ambientais (substâncias tóxicas) como o bisfenol
  • Síndrome de imunodeficiência adquirida (AIDS)

 

Apesar de estas serem as principais causas da diminuição de tal hormônio, é importante destacar que deve ser sempre verificado caso a caso para se concluir, se  de fato há ou não uma disfunção hormonal. 

 

A disfunção hormonal não é algo presente apenas no sexo feminino, alguns homens a partir de uma determinada idade podem apresentar a andropausa (declínio hormonal masculino)  uma síndrome que se caracteriza pelo declínio do hormônio masculino (testosterona) com o decorrer da idade, apesar da idade não ser precisa, seu início pode ocorrer a partir dos 50 anos de idade, apresentando manisfestações variáveis. Os sintomas mais comuns podem ser: fadiga, depressão, diminuição da libido, disfunção erétil e alterações cognitivas (função mental).

 

Em ambos os casos, o paciente deve procurar um médico relatar suas queixas e o médico solicitará exames laboratoriais para diagnóstico.

 

 A 7 verdades sobre terapia hormonal. Dr. Rafael Higashi, mestre em medicina, nutrólogo e neurologista da Clínica Higashi em vídeo abaixo.

 

 

TRATAMENTO

Existem várias formas de estimular a produção natural do hormônio e até repor as quantidades faltantes por meio de suplementos e medicamentos: pílulas, adesivos, géis, injeções, implantes e em alguns casos deverão ser suspensos anticoncepcional hormonal  tomado pela via oral (caso seja o necessário), prática de exercícios de alta intensidade e alguns medicamentos que diminuem a própria fabricação de testosterona.

 

Atualmente, o  Gel Transdérmico é considerado como uma das melhores vias de administração da testosterona, por não haver problemas de hepatotoxicidade, ou seja não há a primeira passagem do hormônio pelo fígado. O gel reproduz as variações circadianas de testosterona observadas em homens sadios. A absorção de testosterona para a corrente sanguínea se dá em um intervalo de até 2 horas, e se aproxima da concentração sérica estável em 2 a 3 dias de tratamento. Quando o tratamento com o gel de testosterona é interrompido após atingir um nível estável, a testosterona sorológica mantém-se nos níveis normais durante 24 a 48h. A dose inicial recomendada de gel de testosterona é avaliada caso a caso, sua aplicação deve ocorrer uma vez por dia na pele limpa e seca dos ombros, braços e/ou abdome (áreas sem pêlos).

 

 

Gel.png

Foto de gel transdérmico de testosterona

 

 

A testosterona feminina em mulheres com sensibilidade aumentada ou mesmo uma dose em excesso pode causar acne, excesso de cabelo da face e ou perda de cabelos androgênica, ou seja, padrão de perda de cabelo masculino, hipertrofia muscular, por esses motivos, o acompanhamento médico rigoroso é fundamental durante toda a sua utilização. Deve-se realizar avaliação e exames laboratoriais periodicamente necessários, conforme a solicitação médica.

 

E lembre-se ninguém é igual a ninguém, ou seja, o que pode ser um bom nível hormonal para uma determinada pessoa pode ser satisfatório ou insatisfatório para outra, por isso, em caso de dúvidas procure uma clínica especializada.

 

 Para mais informações sobre o uso médico do hormônio testosterona: Clínica Higashi: tel.: (43) 33238744 em Londrina ou (21) 34398999 no Rio de Janeiro.